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Nísia Floresta, 216 anos: quem foi a mulher que dá nome à nossa cidade

Escritora, educadora e pioneira na defesa das mulheres, ela nasceu aqui em 12 de outubro de 1810. Conheça a vida de Nísia Floresta Brasileira Augusta.

Redação Nísia Mais
Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810–1885).
Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810–1885).

Hoje, 12 de outubro, Nísia Floresta Brasileira Augusta faria 216 anos. Ela nasceu em 1810 no sítio Floresta, em Papari, a cidade que hoje leva o seu nome. Foi escritora, professora e uma das primeiras pessoas no Brasil a defender em livro que as mulheres tivessem direito à educação.

Muita gente em Nísia conhece o nome, mas não a história. Aqui vai um resumo da vida dela, do sítio onde nasceu até a volta à terra natal.

Infância em Papari

O nome de batismo era Dionísia Gonçalves Pinto. O pai era um advogado português e a mãe, brasileira. Ela cresceu no sítio Floresta, entre a lagoa e o mar, numa época em que meninas quase não tinham acesso à escola.

Casou-se muito cedo, aos 13 anos, e deixou o marido pouco tempo depois, algo raro para a época. A família mudou-se para Pernambuco, onde o pai foi assassinado em 1828. Foi lá que ela começou a escrever.

Do sítio de onde veio e do país onde nasceu, tirou o nome que usaria pelo resto da vida: Nísia, de Dionísia; Floresta, do sítio; Brasileira, do país; e Augusta, homenagem ao companheiro Manuel Augusto.

O livro de 1832

Em 1832, aos 22 anos, publicou no Recife Direitos das mulheres e injustiça dos homens, inspirado em textos europeus sobre o tema. O livro defendia que homens e mulheres tinham a mesma capacidade de aprender e que as mulheres deviam ter acesso ao estudo e ao trabalho.

É considerado um dos primeiros livros sobre os direitos das mulheres publicados no Brasil. Por isso, Nísia Floresta costuma ser lembrada como pioneira do feminismo no país.

A educadora e o Colégio Augusto

Depois de passar por Porto Alegre, mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 1838 fundou o Colégio Augusto, uma escola para meninas.

Enquanto outras escolas ensinavam às meninas bordado e boas maneiras, o Colégio Augusto ensinava línguas, história, geografia e ciências. A escola foi criticada nos jornais da época, mas funcionou por quase 20 anos.

Desse período é também Conselhos à minha filha, escrito para a filha Lívia.

A vida na Europa

Em 1849, viajou com os filhos para a Europa. Morou principalmente na França, mas também viveu na Itália, em Portugal e na Inglaterra. Em Paris, conviveu com escritores e pensadores e continuou publicando livros e artigos, em português e em francês.

Nos textos dessa fase, escreveu sobre educação, sobre os indígenas e sobre a escravidão no Brasil. Voltou ao país por alguns anos e depois retornou à Europa. Morreu em 24 de abril de 1885, em Rouen, na França, aos 74 anos.

O retorno e o novo nome da cidade

Em 1948, Papari passou a se chamar Nísia Floresta, em homenagem à filha mais conhecida da terra. Em 1954, seus restos mortais voltaram da França e foram sepultados na cidade natal.

Desde então, 12 de outubro virou uma data importante para o município, lembrada nas escolas e em eventos culturais.

Onde conhecer a história dela hoje

Quem quiser conhecer de perto a história de Nísia Floresta pode visitar o túmulo da escritora e o centro da cidade. No roteiro de um dia há sugestões de como combinar o passeio com as lagoas e a praia.

Para almoçar ou se hospedar por perto, veja o Guia com restaurantes, pousadas e serviços abertos agora.

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