Nísia Floresta, 216 anos: quem foi a mulher que dá nome à nossa cidade
Escritora, educadora e pioneira na defesa das mulheres, ela nasceu aqui em 12 de outubro de 1810. Conheça a vida de Nísia Floresta Brasileira Augusta.
Hoje, 12 de outubro, Nísia Floresta Brasileira Augusta faria 216 anos. Ela nasceu em 1810 no sítio Floresta, em Papari, a cidade que hoje leva o seu nome. Foi escritora, professora e uma das primeiras pessoas no Brasil a defender em livro que as mulheres tivessem direito à educação.
Muita gente em Nísia conhece o nome, mas não a história. Aqui vai um resumo da vida dela, do sítio onde nasceu até a volta à terra natal.
Infância em Papari
O nome de batismo era Dionísia Gonçalves Pinto. O pai era um advogado português e a mãe, brasileira. Ela cresceu no sítio Floresta, entre a lagoa e o mar, numa época em que meninas quase não tinham acesso à escola.
Casou-se muito cedo, aos 13 anos, e deixou o marido pouco tempo depois, algo raro para a época. A família mudou-se para Pernambuco, onde o pai foi assassinado em 1828. Foi lá que ela começou a escrever.
Do sítio de onde veio e do país onde nasceu, tirou o nome que usaria pelo resto da vida: Nísia, de Dionísia; Floresta, do sítio; Brasileira, do país; e Augusta, homenagem ao companheiro Manuel Augusto.
O livro de 1832
Em 1832, aos 22 anos, publicou no Recife Direitos das mulheres e injustiça dos homens, inspirado em textos europeus sobre o tema. O livro defendia que homens e mulheres tinham a mesma capacidade de aprender e que as mulheres deviam ter acesso ao estudo e ao trabalho.
É considerado um dos primeiros livros sobre os direitos das mulheres publicados no Brasil. Por isso, Nísia Floresta costuma ser lembrada como pioneira do feminismo no país.
A educadora e o Colégio Augusto
Depois de passar por Porto Alegre, mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 1838 fundou o Colégio Augusto, uma escola para meninas.
Enquanto outras escolas ensinavam às meninas bordado e boas maneiras, o Colégio Augusto ensinava línguas, história, geografia e ciências. A escola foi criticada nos jornais da época, mas funcionou por quase 20 anos.
Desse período é também Conselhos à minha filha, escrito para a filha Lívia.
A vida na Europa
Em 1849, viajou com os filhos para a Europa. Morou principalmente na França, mas também viveu na Itália, em Portugal e na Inglaterra. Em Paris, conviveu com escritores e pensadores e continuou publicando livros e artigos, em português e em francês.
Nos textos dessa fase, escreveu sobre educação, sobre os indígenas e sobre a escravidão no Brasil. Voltou ao país por alguns anos e depois retornou à Europa. Morreu em 24 de abril de 1885, em Rouen, na França, aos 74 anos.
O retorno e o novo nome da cidade
Em 1948, Papari passou a se chamar Nísia Floresta, em homenagem à filha mais conhecida da terra. Em 1954, seus restos mortais voltaram da França e foram sepultados na cidade natal.
Desde então, 12 de outubro virou uma data importante para o município, lembrada nas escolas e em eventos culturais.
Onde conhecer a história dela hoje
Quem quiser conhecer de perto a história de Nísia Floresta pode visitar o túmulo da escritora e o centro da cidade. No roteiro de um dia há sugestões de como combinar o passeio com as lagoas e a praia.
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GuiaPraias, lagoas e rio: o que conhecer em Nísia Floresta